A formação de líderes numa perspetiva africana

Este estudo conduzido pela Mazars e pela Morgan Philips, lançado durante o Forum CEO Africa 2016, pretende identificar os principais fatores de sucesso dos atuais executivos africanos e perceber a forma como vão evoluir à medida que os Millennials assumem posições de liderança.

Fatores de Sucesso dos executivos africanos: o presente e o futuro

Com a aceleração económica de todo o continente, intensifica-se a necessidade de talentos altamente qualificados. À medida que as empresas expandem fronteiras e aumentam as operações, torna-se mais difícil encontrar profissionais com competência para trabalhar em diversas culturas e regiões geográficas e demográficas.

O que o motivou o sucesso dos líderes de hoje?

Existe uma fórmula para o sucesso? Existem padrões ou áreas de convergência? Existem especificidades ligadas ao contexto africano ou a que os princípios clássicos de liderança se apliquem? Este estudo considera a forma como os CEO interpretam o seu próprio sucesso e procura o feedback da Geração Y sobre a forma como percecionam o sucesso dos líderes atuais. As entrevistas qualitativas, realizadas a 50 CEOs, revelam três resultados principais em relação ao que eles acreditam ser as suas principais fontes de sucesso:

  1. Capacidade e recursos: Para acompanhar ao grande crescimento e imprevisibilidade do ambiente de negócios em África, os CEO são obrigados a enfrentar situações que não correm como planeado. Enquanto a resolução criativa de problemas nestes países é conhecida por "inovação", num continente que deu o salto no caminho para o futuro através de inovações, o prémio CEO reconhece,  acima de tudo, o "desembaraço".
  2. Team-Builder: O mito do homem providente - o líder da tribo ou o xamã - pertence ao passado. Os CEOs africanos modernos estão muito empenhados em ter sucesso como equipa. Não é um jogo de vencedores nem vencidos, e por esse motivo o compromisso com a equipa, como um todo e não como soma das partes, é essencial.
  3. Ego sob controlo: “You have to walk with kings but keep your head.” Existe uma grande tensão em torno do papel do ego. O ego faz parte do emprego e, em muitos locais, existe uma cultura hierárquica que reforça o papel do líder como uma figura autoritária. Para além disso, demasiado ego é visto como a principal causa de falha pelos CEO africanos. A arte da liderança em África combina o equilíbrio entre a humildade e a audácia de desafiar os modelos tradicionais de negócio.

A Geração Y concorda em grande parte com os atributos que contribuem para o sucesso dos líderes, convergindo para as mesmas características no que respeita aos líderes mais inspiradores. No entanto, não encaram o seu próprio caminho de desenvolvimento para a liderança executiva da mesma forma.

Quais as motivações da Geração Y para potenciar o desenvolvimento de uma melhor liderança?

Através de uma pesquisa, os Millennials em África expressaram 5 tópicos que devem influenciar a forma como as empresas pensam em atrair, desenvolver e alavancar os seus talentos.

  1. A Geração Y em África é muito ambiciosa e as empresas podem, de forma criativa, canalizar energias para objetivos comuns;
  2. A Geração Y quer ser envolvida em projetos de relevo que requeiram novas estratégias de mitigação de risco;
  3. A Geração Y prefere o desenvolvimento pessoal e progressão de carreira em prol de status ou dinheiro;
  4. A Geração Y quer trabalhar muito mas de forma inteligente envolvendo, sempre que possível, soluções tecnológicas.
  5. Há uma tendência para acabar com a fuga de talentos: a Geração Y quer construir uma nova África.

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